Após o lançamento de O Livro dos Espíritos em 1857, e O Livro dos Médiuns em 1861, um novo desafio surgia no horizonte, convidando Allan Kardec para mais uma empreitada de vulto: analisar, interpretar e dar vida aos ensinos de Jesus por meio da visão espírita sobre o ser e a vida. Era em verdade um desafio, desentranhar o pensamento vivo do modelo e guia da humanidade dos textos evangélicos, sem cair na tentação de fazer teologia, ou seja, um estudo formal, acadêmico, dos evangelhos.

Mais ainda, pois Kardec estaria defendendo a face religiosa do Espiritismo, desdobrando as consequências morais de sua filosofia, mas sem, com isso, criar uma nova religião, apenas destacando que a Doutrina Espírita também é religião, não no sentido formal de dogmas, formalismos e rituais, mas no amplo sentido da religiosidade que apresenta o parâmetro da fé raciocinada.

Estudioso igualmente das questões religiosas, tendo escrito diversos artigos e análises críticas através da Revista Espírita sobre as religiões católica e protestante, em textos que mostravam seu amplo conhecimento, sua argúcia, e municiado por amplas abordagens dos Espíritos Superiores, deu então início à obra que teria sua primeira edição no ano de 1864, e que obteve por título O Evangelho segundo o Espiritismo.

Para melhor entendermos esse trabalho de Allan Kardec, é necessário entendermos igualmente Jesus na visão espírita, assim como os fatos históricos que vieram após a consolidação do Cristianismo, fazendo um esforço de síntese, mas sem perder a profundeza da mensagem da Boa Nova para a humanidade.

Nosso estudo, portanto, irá primeiramente situar Jesus, o Mestre por excelência, para entendermos a importância do Evangelho. Em seguida, vamos entender o que aconteceu com o Cristianismo ao longo da história, assim também como o Espiritismo compreende o Cristo, e como a visão espírita dá vida às lições do Evangelho.

O Evangelho na Visão Espírita

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